quinta-feira, 8 de março de 2012

CFESS divulga artigo sobre os 80 anos do voto feminino no Brasil

"Assistentes sociais lutam pela autonomia e emancipação das mulheres". Esta foi a chamada do CFESS Manifesta lançado durante a 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres, realizada em novembro de 2011, em Brasília (DF).  E é esta chamada que o CFESS traz novamente para a categoria neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher. "É a defesa permanente dos direitos das mulheres e o combate à desigualdade de gênero que deve estar presente em nossa ação cotidiana profissional", afirma a conselheira integrante da Comissão de Direitos Humanos do CFESS, Maria Elisa Braga. Da Conferência para cá, a grande vitória no que diz respeito aos direitos das mulheres foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 9 de fevereiro de 2012, que afirmou que não apenas a vítima de violência doméstica poderá registrar ocorrência contra seu agressor. 

Por dez votos a um, os/as ministros/as decidiram que o Ministério Público poderá entrar com a ação penal, em casos de violência doméstica, mesmo que a mulher decida voltar atrás na acusação contra seu companheiro. Até então, conforme determinava a Lei Maria da Penha (11.340/2006), apenas a vítima podia representar contra o agressor nos casos de lesões corporais leves, e a denúncia ficava condicionada à autorização dela. "Os dados passados pela secretária-geral de Contencioso da Advocacia Geral da União (AGU), Gracie Maria Fernandes Mendonça, durante a sessão do STF, mostram que em 92,8% dos casos de violência contra a mulher o agressor é um homem. E na grande maioria das vezes, trata-se de um companheiro ou ex, com quem manteve um vínculo afetivo", ressalta a conselheira do CFESS. Segundo ela, estes dados transmitem bem o tamanho e o impacto desta violência na vida das mulheres, como também das crianças, das famílias, das comunidades e toda a sociedade. "Por ter mantido algum vínculo afetivo com o agressor, em muitos casos, a mulher deixa de registrar a ocorrência, com medo de novos atos de violência. Por isso, o poder público deve intervir para coibir a violência doméstica", analisa. 

O relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4424) que analisou a Lei Maria da Penha, ministro Marco Aurélio, afirmou que as mulheres desistem das queixas em 90% dos casos de lesões corporais leves. Os/as ministros/as chegaram a citar também um artigo da Constituição Federal que dá ao Estado a tarefa de criar mecanismos para coibir a violência no âmbito das relações familiares. "A decisão do Supremo é importantíssima porque fortalece a Lei Maria da Penha como instrumento de combate à violência contra a mulher. É impressionante que, quase seis anos após a aprovação da Lei, ainda tínhamos magistrados que não aplicavam a Lei Maria da Penha ou que questionavam sua constitucionalidade", indagou a conselheira do CFESS. Um dos casos mais famosos nesse sentido foi o do juiz Edilson Rodrigues, de Sete Lagoas (MG), punido em 2010, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por fazer declarações preconceituosas sobre a Lei Maria da Penha em suas decisões. Em uma de suas sentenças, o magistrado chegou a afirmar que a lei tem "regras diabólicas", é um "monstrengo tinhoso" e que as "desgraças humanas começaram por causa da mulher". Rodrigues foi colocado em disponibilidade por dois anos. 

Igualdade nos salários 
Outra recente vitória foi a aprovação pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação participativa (CDH) do Senado Federal, no último dia 6 de março, por unanimidade e em caráter terminativo, de um projeto que diz que as empresas poderão ser multadas se pagarem para as mulheres salário menor do que pagam para os homens, quando ambos realizam a mesma atividade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), embora as mulheres estudem mais, elas ainda ganham menos que os homens. No levantamento feito, a diferença pode chegar até 40% a menos para aquelas que exercem as mesmas funções ou cargos que os homens. E de acordo com dados do IBGE, 59,9% das mulheres ocupadas estudaram onze anos ou mais, contra 51,9% dos homens trabalhadores. Se for sancionado pela Presidenta Dilma Rousseff, o Projeto de Lei Complementar (PLC 130/2011) se tornará um importante instrumento jurídico para assegurar o princípio da igualdade entre homens e mulheres. 80 anos do voto feminino no Brasil 

O ano de 2012 é importante também porque marca os 80 anos da instituição do voto feminino no Brasil. Foi em fevereiro de 1932 que o então presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto nº 21.076, aprovando o 1º Código Eleitoral Brasileiro, concedendo o direito às mulheres de votar e serem votadas. Direito esse conquistado após anos de luta de centenas de feministas, como relata Schuma Schumaher, feminista e educadora social, no artigo "2012: 80 anos do voto feminino". O material é interessante porque além de traçar um histórico da luta das mulheres pela igualdade de direitos, traz alguns dados sobre a participação política das mulheres no Brasil e no Mundo. "Em âmbito mundial as mulheres representam somente 12% dos assentos parlamentares e ocupam 11% dos cargos de presidência dos partidos políticos. De acordo com cálculos das Nações Unidas, mantido o ritmo atual de crescimento da participação feminina em cargos de representação, o mundo levará 400 anos para chegar a um patamar de equilíbrio de gênero. 

O Brasil integra o grupo de 60 países com o pior desempenho no que se relaciona à presença de mulheres no parlamento – pouco mais de 10% nos espaços Legislativos", afirma Schumaher. E no país em que se tem pela primeira vez uma presidente mulher, somente 8,9% dos/as congressistas e a 12% dos/as parlamentares nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais são mulheres, de acordo com o governo federal. Ainda tem muita luta pela frente Apesar dos avanços referentes à conquista de direitos das mulheres, e de a Presidenta Dilma afirmar que o século 21 será das mulheres, ainda é possível acompanhar um cenário de inúmeras violações desses direitos. A começar pela leitura diária de jornais e revistas, que noticiam somente algumas das incontáveis barbáries cometidas contras as mulheres. De acordo com a pesquisa Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil, realizada pelo Instituto Avon/Ipsos (2011), uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez "algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido" e que o parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos reportados. 

 Por isso, neste 8 de março, o CFESS ratifica as bandeiras de luta feminista pela emancipação das mulheres, representando assistentes sociais de todo o Brasil. São elas: 

Defesa intransigente da liberdade, da autonomia e dos direitos das mulheres; empenho na eliminação de toda forma de violência e preconceito, expressos na reprodução do machismo, do racismo, do sexismo e do não respeito à diversidade; intervenção crítica nos espaços institucionais e na mídia, tendo em vista o uso da fetichização e mercadorização do corpo da mulher; garantia de políticas intersetoriais com a  perspectiva de gênero; implementação da Lei Maria da Penha, para que ela impacte efetivamente na vida das mulheres, no sentido da prevenção e superação das violências; intensificação do debate sobre a agenda feminista, particularmente a discussão da descriminalização e legalização do aborto no Brasil; acesso das mulheres à política de saúde integral (Paism), respeitando-se sua fase geracional e respectivas demandas; adensar a luta pela legalização do aborto, lembrando que se trata de uma questão gravíssima de saúde pública e causa de mortalidade materna no Brasil; respeito à auto-determinação das mulheres, combatendo a maternidade compulsória e defendendo a maternidade livre, desejante e voluntária; exigência da notificação compulsória em relação a todas as violências contra a mulher atendidas nos serviços de saúde; direito ao trabalho e salários equivalentes às mesmas funções realizadas pelos homens; cobertura previdenciária a todas as mulheres, em particular às trabalhadoras rurais, empregadas domésticas e donas de casa; fim da exploração sexual e do tráfico de mulheres; implementação, em sua integralidade, das convenções  e tratados internacionais assinados pelo Brasil  no sentido de prevenir, punir e erradicar a violência contra as mulheres; efetivação do plano nacional de políticas para as mulheres, em todo o território nacional, com controle democrático; orçamento público transparente, que permita o monitoramento dos reais investimentos públicos para as mulheres; combate à lesbofobia que afeta de forma decisiva a trajetória de vida das mulheres lésbicas; fim do assédio sexual e moral ao qual  as mulheres são submetidas no mundo do trabalho; fortalecimento e incentivo às mulheres para a participação nos espaços de representação política; firme posicionamento e vigoroso combate a todas as violações dos direitos da mulher e defesa da construção de uma sociedade justa,  equitativa  e humana para todos/as. 

"O nosso tempo histórico presente promove uma anticivilização pautada na lógica mercantil, que transforma a vida humana em mercadoria. É uma era de banalização das variadas formas de violências, como a violência de gênero, classe e raça/etnia. Ainda há um comportamento contundente da sociedade ainda machista, conservadora e fundamentalista, em ignorar e ridicularizar os direitos das mulheres, não implementar legislações e políticas conquistadas e continuar subalternizando as mulheres, produzindo um cotidiano de violações e barbárie, demonstrado diariamente em estatísticas que nos revelam a dimensão do problema e nos causam profunda indignação. Por isso nossa luta deve ser todo dia, contra o racismo, machismo e homofobia", defendeu a conselheira do CFESS, Maria Elisa, parafraseando o grito de guerra do movimento feminista. O  CFESS parabeniza neste 8 de março todas as mulheres que resistem e lutam contra a desigualdade  e opressão capitalista patriarcal. E como diz a poetisa Daniela Castilho: "andam de peito aberto e olhar aguerrido/trazem nos olhos páginas avulsas em branco/quem sabe, sonhando um dia escrever/igualdades e liberdades num mundo emancipado". 
(Com informações da Agência Senado, STF, Instituto Patrícia Galvão e Universidade Livre Feminista) Relembre O século e as conferências são das mulheres CFESS Manifesta da a 3ª Conferência Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres CFESS Manifesta do Dia Internacional da Mulher (2011). 

Fonte: Conselho Federal de Serviço Social - CFESS Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014 Comissão de Comunicação Rafael Werkema - JP/MG 11732 Assessor de Comunicação comunicacao@cfess.org.br

terça-feira, 6 de março de 2012

NOMEAÇÃO DOS ASSISTENTES SOCIAIS PARA O INSS OCORRERÁ DIA 27 DE MARÇO DE 2012

Em mais uma das declarações dos dirigentes do INSS afirma-se que as nomeações dos 200 assistentes sociais já autorizados pelo MPOG acontecerá em 27 de março de 2012. A proposta é convocar juntamente com os aprovados no novo concurso.    

Fonte: A Rocha / Fórum INSS 2009-Analista previdenciário.




Contratação para o concurso do INSS poderá atrasar 

A contratação dos aprovados no concurso do INSS poderá atrasar. Segundo o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, as nomeações de novos servidores só devem acontecer após a criação da Funpresp (fundação de previdência complementar do servidor federal). A Funpresp prevê contribuição do servidor de 11% do salário até o teto previdenciário (de R$ 3.916,20). A presidente Dilma Rousseff terá 15 dias para aprovar a lei a partir da data em que for comunicada pelo Congresso sobre o fim da votação no Senado. 


Fonte: http://www.agora.uol.com.br/trabalho/ult10106u1069325.shtml  em 30/02/2012

Cartilhas do MDS explicam Creas, Centros POP e Cadastro Único

Publicações adotam formato didático para orientar gestores e profissionais que atuam junto à população mais vulnerável

Estão disponíveis no portal do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) três cartilhas que podem ser de grande utilidade para orientar o trabalho desenvolvido por gestores, técnicos e outros profissionais que atuam na área social. Os temas são “Inclusão das Pessoas em Situação de Rua no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal”, “Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP)” e “Centro de Referência Especializado de Assistência Social – Creas”. 

A cartilha “Inclusão das Pessoas em Situação de Rua no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal” traz subsídios a técnicos e gestores que lidam com essa população, tratando de sua vinculação aos serviços socioassistenciais. A ideia é convocar todos os profissionais a se engajarem no compromisso nacional de concretização dos direitos dessas pessoas e no enfrentamento à pobreza. A publicação é de autoria das secretarias nacionais de Assistência Social (SNAS) e de Renda de Cidadania (Senarc). 

As outras duas publicações, sobre Centros POP e Creas, foram elaboradas pela SNAS após a Conferência Nacional de Assistência Social e têm formato de perguntas e respostas. Em tom didático, elas contêm informações para orientar e apoiar estados, municípios e o Distrito Federal no planejamento, implantação, coordenação e acompanhamento desses dois tipos de unidades de atendimento, voltadas especificamente para o público em maior vulnerabilidade, sujeito a violação de direitos. As cartilhas foram publicadas em 2011. 

SERVIÇO
Faça o download das cartilhas pelo Portal MDS 

Inclusão das Pessoas em Situação de Rua no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal download   

Perguntas e Respostas: Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) download 

Perguntas e Respostas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social – Creas download 

Fonte: Ascom/MDS 3433-1021 www.mds.gov.br/saladeimprensa

Relatório do MPDFT indica baixa execução orçamentária para criança e adolescente

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio do Núcleo de Monitoramento do Orçamento Público destinado a Crianças e Adolescentes (Núcleo OCA), apresentou nota técnica sobre os valores da execução do Orçamento do ano de 2011 referente aos gastos com crianças e adolescentes. A nota técnica verificou que a execução orçamentária e financeira de 2011 foi influenciada pela criação da Secretaria de Estado de Criança, que só obteve recursos em setembro do ano passado. Portanto, a Secretaria utilizou 30 milhões dos 40 milhões orçados, quase que exclusivamente com o pagamento de pessoal e encargos sociais, ou seja, a restruturação administrativa prejudicou a execução. 

Além disso, foram constatadas oito ações do Fundo dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (FDCA) que não tiveram execução em 2011, somando um valor total de 3,5 milhões. O maior valor autorizado entre as ações sem execução foi de 3,2 milhões, referente à Apoio aos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Criança. 

Para o ano de 2012, há 130 milhões previstos na Lei Orçamentária para a infância e a juventude, sendo 97 milhões para pagamento de pessoal e encargos sociais e 5 milhões destinados à manutenção dos serviços administrativos da Secretaria da Criança como água, luz, telefone e material de consumo. Do valor total, sobram 28 milhões para investimentos no funcionamento do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA) e nos Conselhos Tutelares como construção de sedes, manutenção do sistema socioeducativo, construção de unidades de atendimento e de execução de medidas de semiliberdade e meio aberto. 

O relatório demonstra que apenas 21% da dotação orçamentária da Secretaria da Criança, em 2012, será destinada para investimento em construções, implementações e implantações no funcionamento do CDCA, Conselhos Tutelares e Sistema Socioeducativo. O restante é para pagamento de pessoal. "A execução do orçamento com o pagamento de pessoal é uma realidade em diversas áreas, o que reforça a deficiência no planejamento", conclui o documento.

Fonte: ttp://www.mpdft.gov.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=4607&Itemid=1


Memória da última reunião do Fórum OCA realizada em 27/02/12.


Presentes: Rosane Stochiero (Consultoria do Orçamento do Senado Federal); Rita Santos (Consultoria do Orçamento do Senado Federal); Daniela Guirelli (Consultoria do Orçamento do Senado Federal); Eduardo Chaves (Secretaria da Criança); Roseane Bragga (Lar Chico Xavier); André Zanardi (Coletivo da Cidade); Pedro Henrique Torres (Projeto Onda/INESC); Carlos Vinicius Mendes (Projeto Onda/INESC); Márcia Acioli (Projeto Onda/INESC); Raoni Pinheiro (Projeto Onda/INESC); Jorge Kill (CT Brasília Sul); Leiliane Miranda (Projeto Onda/INESC); Gabriela Santos (Projeto Onda/INESC); Israel de Melo (Projeto Onda/INESC); Cacilda de Souza (DRE Guará); Odetino Dias (Secretaria de Governo/CDCA); Natália e Ricardo (PDIJ); Maria Sulei da Silva (Comunidade do Cruzeiro); Eunice Araújo (CB Integrar); Jalline (CB Integrar); Rafael Madeira (CT Brasília Norte) e Robson Majus (CT Guará). 

• Conhecer a conjuntura orçamentária para 2012 (Orçamento Criança e Adolescente – OCA):   
Foi destacada a importância da análise do Quadro de Detalhamento de Despesas – QDD, que é acessível através da página: www.transparencia.df.gov.br. Alguns destaques para qualificar a análise: Lei (valor autorizado na Lei Orçamentário Anual 2012); Alteração (alteração na LOA 2012, que acarreta redução ou ampliação de valores); Contingenciado (“corte no orçamento”, não pode ser gasto sob justificativa de aguardar a arrecadação de recurso que possibilite o gasto); Bloqueado (bloqueio que servem a uma reorganização administrativa, como a que ocorreu em 2011, o bloqueio do orçamento para ações da Secretaria da Criança, que estava na SEJUS, até a criação da Secretaria); Despesa Autorizada (Soma da Lei (+) Alterações (–) Contingenciado/Bloqueado); Empenhado (é a despesa autorizada “bloqueada/reservada” para determinado credor, ex.: empresa contratada por licitação); Disponível (Despesa Autorizada (–) Empenhado) Liquidado (valor correspondente da efetivação da ação orçada para autorizar o pagamento). 

A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011 inovou com definição de que todas as ações voltadas para a criança e o adolescente não podem ser contingenciadas ou bloqueadas. No entanto, sabe-se que o grande problema é a falta de execução orçamentária. Reconhece-se o orçamento criança e adolescente (OCA) pelo destaque que é feito ao lado da ação. Foi destacado que o “Fundo” se caracteriza por permitir que a sobra do exercício orçamentário possa ser executado no exercício seguinte, a exemplo do Fundo de Saúde do DF. 

Em relação à Função 10 – Saúde: a previsão que consta para residências terapêuticas, trata apenas do projeto básico, o valor fixado é de R$ 100 mil, o que não possibilita a implantação da ação. Nos anos anteriores, já havia a mesma previsão com nome diferente, sempre sem execução. Pode se tratar de uma janela orçamentária, quando for uma prioridade política, serão aportados mais recursos. Infelizmente, cai na contradição orçamento autorizativo x prioridade política do Estado. Na ação “Desenvolvimento de atenção à Saúde Mental”, tradicionalmente ocorre à execução, mas fica restrito a material. 

Foi analisado o orçamento previsto para as medidas socioeducativas: “implementação de escola de formação do sistema socioeducativo” (capacitação continuada) apresenta valor de apenas R$ 50 mil. Não está claro o que significaria a ação “construção de unidade de atendimento à criança e o adolescente” no valor de R$ 1.500.000. Em relação à “construção de unidades de internação” o valor que consta é R$ 2.500.000, que seriam para a construção de quatro novas unidades: Santa Maria, Sobradinho 2, Brazlândia e Gama, foi informado que existem R$ 48 milhões destinados a mesma função na unidade orçamentária da TERRACAP. “Manutenção do Sistema Socioeducativa” refere-se às unidades de medidas socioeducativas e a “manutenção das unidades de atendimento à criança e ao adolescente” refere-se ao material de consumo diário. Em relação aos Conselhos Tutelares destaque para o baixo valor orçado como R$ 635 mil para “Construção de sede do Conselho Tutelar do Distrito Federal”, que, hoje, conta com apenas 2 sedes próprias, no universo de 33 Conselhos. A Secretaria da Criança possui um orçamento total de R$ 130 milhões. Sendo reservado para pessoal, R$ 97 milhões. Restando menos de R$ 40 milhões para as políticas públicas que a Secretaria é responsável. 

Faltou a análise das ações referentes ao acolhimento institucional de criança e adolescentes, pois é necessária a análise do Fundo de Assistência Social - FAS, que é acompanhado pelo Conselho de Assistência Social - CAS. Importante a leitura da Resolução nº 20 do CAS, que estabelece o valor mínimo por criança no atendimento de acolhimento institucional. O tema será analisado na próxima reunião do Fórum OCA, dia 12 de março de 2012, 14h, na PDIJ. Apesar de ser autorizativo e não obrigatório o orçamento, é possível medida jurídica para responsabilização do gestor. 

Em relação a construção e reforma de escolas no Governo Arruda, o ex-secretário da Educação Valente foi condenado em 1ª instância através de ação de improbidade administrativa. Foi destacada uma proposta de metodologia mínima: a comparação do que foi orçado e do que foi ser executado sempre ser analisado em relação ao ano anterior. Algumas questões são fundamentais: O que foi orçado em é suficiente? O que foi orçado, como está sendo executado? Quais as políticas prioritárias a serem acompanhadas?   

• Ações de análise e monitoramento do orçamento público:   
A Consultoria de Orçamento do Senado Federal apresentou o SIGA Brasil que permite acompanhar o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAF, além de agrupar orçamentos específicos como sobre criança e adolescente, em orçamento temático. O aceso é feito pela página: http://www9.senado.gov.br/portal/page/portal/orcamento_senado/SigaBrasil. O sistema permite acompanhar a elaboração das leis orçamentárias, indicando os prazos, sendo ferramenta importante para os movimentos sociais, organizações não governamentais e grupos de pressão advogar pelos seus interesses ou pautas. E também acompanha a execução de forma detalhada, incluindo a fase de pagamento. O sistema foi criado a partir de 1998, após o escândalo dos “Anões do Orçamento”. Foi afirmado que, hoje, existe a informação sobre os gastos de forma detalhada. Destacado que o fundamental é não partir do orçamento pronto, é preciso partir dos custos da política pública, num trabalho de planejamento. Neste ano serão oferecidos 8 cursos sobre o SIGA Brasil a partir de 1º de abril até setembro de 2012. 

Mais informações através da página: http://www.senado.gov.br/sf/senado/ilb/. 

A Comissão desenvolveu um a cartilha multimídia para jovens que será ferramenta importante para articulação com o Programa Onda/INESC. Também elaborou cartilha que será útil para os Conselhos da área da infância. Foi destacado que o sistema permite analisar de forma detalhada as transferências da União para os municípios e o Distrito Federal. Ficou a sugestão de uma das reuniões do Fórum OCA ser dedicado apenas a este tema com assessoria da Consultoria do Senado. Mais informações e solicitação de assessoria para análise do orçamento da União, SATEC/Senado: (61) 3303-3318.   

Os/As adolescentes e jovens do Projeto Onda/INESC apresentaram o trabalho de monitoramento do Orçamento Público do DF, que teve a participação de alunos/as de 11 escolas, incluindo o CEAN, CAJE e CEMEB. No trabalho são utilizados debates, filmes e dinâmicas de grupo para conhecer a parte técnica do orçamento e analisá-lo. A partir do projeto foi confeccionada a Revista Descolad@s, que tem em seu Conselho Editorial, adolescentes e jovens que participaram das oficinas e debatem entre eles o conteúdo que será trabalhado. O projeto permite intercâmbio entre adolescentes e jovens de distintas regiões e realidades sociais. A metodologia é baseada na seleção de ações referentes aos Direitos Fundamentais de crianças e adolescente. Foram apresentados gráficos que dimensionam o quanto é orçado e executado, o que é prioridade e o que não é, destaque para os orçamentos de publicidade e propagando que não são referentes à utilidade pública.   

Ao final deveriam ter sido encaminhadas questões referentes à organização do Fórum OCA, mas devido ao baixo quórum restou prejudicado. A próxima reunião precisa definir: 
• Grupo de trabalho para acompanhar a execução do orçamento de 2012; 
• Grupo de trabalho para acompanhar a elaboração do orçamento para 2013; 
• Temas prioritários para a análise orçamentária para além dos temas já definido: atenção ao usuário de drogas e acolhimento institucional.    

A próxima reunião será dia 12 de março de 2012, 14h, na sala multiuso na PDIJ e terá como pauta a analise orçamentária sobre os serviços de acolhimento institucional. Importante que representantes da rede de convivência familiar e comunitária, do Conselho de Assistência Social, do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente e da SEDEST estejam presentes.  Local: Sala múltiplo uso, no subsolo da Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude, situada na SEPN 711/911, Bloco "B", Asa Norte, Brasília-DF. 

Coordenação do Fórum OCA

segunda-feira, 5 de março de 2012

Meu corpo, meu território – Fórum de Mulheres do DF e Entorno


 06.03.2012 a 31.03.2012
 Brasília, Ceilândia, Estrutural/DF

PROGRAMAÇÃO
-    6 de março
14h – Lançamento: Relatório de Desenvolvimento sobre Gênero no Brasil
Onde: Câmara dos Deputados – Auditório Nereu Ramos
Realização: Procuradoria Especial da Mulher na Câmara

-    7 de março
14h – Ato Público: Nosso Corpo: Território de quem?
Onde: Esplanada dos Ministérios
Realização: FMDF, Frente Nacional pela Legalização do Aborto, Marcha das Vadias, Marcha Mundial das Mulheres, Cidadãs Positivas do DF, Coturno de Vênus – LIGA Brasileira de Lésbicas-DF

-    8 de março
7h30 – Ato por Creche Pública e Pelo Fim da Violência contra as Mulheres
Onde: Cidade Estrutural, área central
Realização: Marcha Mundial das Mulheres - MMM

9h30 – Assembléia e ato Público do SINPRO
Onde: Praça do Palácio do Buriti
Realização: SINPRO-DF/CUT

-    9 de março
15h – Audiência Pública: Violência contra a mulher
Onde: Câmara Legislativa do Distrito Federal
Realização: Dep. Arlete Sampaio e Wasny de Roure

16h – Roda de Conversa: Feminismo na América Latina e lutas no DF
Onde: Praça Central do CONIC – Em frente a Secretaria do Trabalho
Realização: FMDF/Coletivo Pretas Candangas

-    10 de março
10h – Roda de Conversa – Violência contra as Mulheres
Onde: Acampamento Nova Planaltina do MTST – Estâncias, próx. Centro de Saúde 4
Realização: FMDF/MTST

-    13 de março
18h30 – Mulheres Falando sobre Aids no DF. Filme: Positivas, de Susanna Lira * coffee break.
Onde: Auditório da FEPECs 502 norte
Realização: Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas Núcleo DF – MNCP/DF

-    17 de março
9h – Aula inaugural do VII Curso das Promotoras Legais Populares do Distrito Federal – PLPs
Onde: Núcleo de Estudos Jurídicos da Ceilândia – NPJ
Realização: Ministério Público DF e FD/UnB

-    26 a 31 de março

Semana das Calouras UnB
Onde: UnB
Realização: Caso com elas

-    30 de março
Festa de Aniversário dos 25 anos do Fórum de Mulheres do DF
Onde: UnB
Realização: FMDF

-    31 de março
Inscrição: Aula Inaugural II Curso de PLPs – Tema: Trabalho Doméstico
Onde: Estrutural
Realização: MMM/Estudantes do Núcleo de Extensão da UCB
Fonte: http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/eventos/meu-corpo-meu-territorio-2013-forum-de-mulheres-do-df-e-entorno

DF renova pacto nacional de combate à violência contra a mulher


O Distrito Federal renovou hoje (5/3) o pacto nacional de combate à violência contra a mulher. Na cerimônia, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, disse ser inadmissível que mulheres continuem apanhando de seus companheiros. 

“As políticas são efetivas, mas ainda não existe uma mudança de mentalidade, sobretudo entre os homens, o que significa bater em mulher e o que significa não bater em mulher”, disse a ministra. “É inadmissível que haja mulher que apanhe do marido, namorado ou companheiro”.Com a renovação do acordo por mais quatro anos, a secretaria irá repassar R$ 2,5 milhões ao governo distrital para o atendimento às vítimas de violência doméstica. 

Atualmente, o Distrito Federal tem 31 postos de atendimento à mulher em delegacias e um abrigo para acolhimento.O governador Agnelo Queiroz anunciou que as denúncias poderão ser feitas em postos policiais instalados dentro de hospitais. Além disso, as mulheres poderão denunciar as agressões por meio do telefone 156, central de atendimento gratuita que fornece informações sobre serviços prestados pelo governo, como matrícula em escolas públicas. A central vai funcionar 24 horas por dia.

O Distrito Federal ocupa o sétimo lugar no ranking nacional de assassinatos de mulheres. A cada ano, cerca de 4 mil mulheres são assassinadas no Brasil, conforme o Mapa da Violência de 2012, produzido pela organização não governamental Instituto Sangari.


http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2012/03/05/interna_cidadesdf,292074/df-renova-pacto-nacional-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher.shtml



Titular da Secretaria da Mulher detalha a programação do Março Mundo Mulher e faz o balanço do primeiro ano à frente da pasta

O desenvolvimento de políticas públicas para as mulheres é um dos desafios da atual gestão do Governo do Distrito Federal. Para dar mais força às discussões sobre o tema, há mais de um ano foi criada a Secretaria da Mulher do DF. A pasta conseguiu, por meio de articulação com os demais órgãos do GDF, colocar a questão de gênero no centro dos debates. Neste mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, organiza eventos em todo o DF. À frente da Secretaria está a doutora em Políticas Públicas pela Universidade de Brasília (UnB), Olgamir Amancia Ferreira. Ela foi fundadora da União Brasileira de Mulheres, em 1988, onde começou sua militância nas questões de gênero e faz aniversário justamente no Dia Internacional da Mulher. 

Em entrevista à AGÊNCIA BRASÍLIA, Olgamir lista os avanços da pasta no primeiro ano e detalha os próximos desafios. 

Como serão as comemorações do Dia Internacional da Mulher no DF?
Desde o ano passado, estamos trabalhando com a ideia do programa Março Mundo Mulher. Ou seja, as comemorações do Dia da Mulher vão além de 8 de março e se estenderão por todo o mês. A agenda do programa começou oficialmente em 29 de fevereiro, com o lançamento do Programa Mulheres na Construção, que pretende qualificar mulheres para a inserção no mercado de trabalho, e só termina em 31 de março, com a realização do Março Mundo Mulher em Ceilândia. Lá serão oferecidas diversas atrações e serviços voltados para o universo feminino. 

Toda a programação do evento estará disponível no sítiowww.mulher.df.gov.br 

A Secretaria da Mulher do DF completou um ano em janeiro. Qual o balanço que a senhora faz da gestão?
Os avanços foram muitos. Só a criação da pasta representou um grande passo. Além disso, a articulação com outras secretarias garantiu que ampliássemos os atendimentos. No caso da Casa Abrigo, por exemplo, alugamos um novo espaço que atende mais de 50 pessoas, com área de lazer e terapia ocupacional. Qualificamos também os Núcleos de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica e nos tornamos referência no Brasil. Somos a única unidade da federação a dar atendimento às vítimas e aos agressores. A ideia foi do governador Agnelo Queiroz, e os resultados são positivos. É muito grande o número de agressores que mudaram sua visão sobre a violência e aprenderam a lidar com conflitos sem ter que resolvê-los na violência.

Entrevista completa: http://www.agenciabrasilia.df.gov.br/042/04299003.asp?ttCD_CHAVE=165182

Fonte: Evelin Campos e Isabel Freitas, da Agência Brasília

BPC na Escola: Educação para crianças e jovens com deficiência é prioridade


Adesão a programa federal que defende o acesso e a permanência desse público na escola deve ser feita por todos os níveis de governo
As decisões da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) que trataram de metas, prazos e procedimentos do Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) na Escola devem ser aprovadas na plenária do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) marcada para esta quinta-feira (8). Governos estaduais, do Distrito Federal e municipais pactuaram a adesão ao programa para garantir educação a crianças e adolescentes com deficiência. A proposta é que todos os acordos sejam formalizados até junho de 2014. 

“A adesão ao BPC na Escola representa o compromisso dos gestores estaduais e municipais em promover políticas locais de assistência, saúde, direitos humanos e educação”, destaca a diretora de Benefícios Assistenciais do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maria José de Freitas. O programa se insere no Plano Viver sem Limite, que envolve ações dos três entes federados e tem como meta garantir às pessoas com deficiência acesso à educação, atenção à saúde, inclusão social e acessibilidade. A primeira etapa é identificar as situações que dificultam o acesso e a permanência desse público na escola. “Isso é feito a partir de visita domiciliar das equipes de assistência, educação e saúde, que avaliam a situação familiar e pessoal para que o poder público possa direcionar melhor suas políticas para superação das barreiras”, diz Maria José.

Para facilitar o trabalho dos municípios, o MDS dispõe de verba a ser transferida – o valor é de R$ 40 para cada questionário aplicado. “O recurso pode ser usado em preparação técnica, aquisição de material, pagamento de transporte e contratação da equipe, ou seja, para dar sustentação à visita e à identificação das dificuldades”, informa a diretora.

Recursos – Além do MDS, o programa envolve os ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS) e a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República. Estados e municípios que aderem ao programa recebem recursos para viabilizar o projeto. Com base nos resultados do questionário respondido pelas famílias, estados e municípios podem definir estratégias para criar condições que permitam aos beneficiários frequentar a rede de ensino. 

Até o momento, já formalizaram a adesão 24 estados e o Distrito Federal, 11 capitais e 1.016 municípios. O BPC é um benefício – garantido pela Constituição Federal – de um salário mínimo mensal pago às pessoas com deficiência, incapacitadas para a vida independente e para o trabalho, e aos idosos de 65 anos ou mais que não recebem aposentadoria ou pensão e que não tenham condições de assegurar o próprio sustento. É coordenado pelo MDS e operacionalizado pelo INSS. 

Fonte: Adriana Scorza  Ascom/MDS  (61) 3433-1021  www.mds.gov.br/saladeimprensa