domingo, 20 de maio de 2012

CFESS diz não para práticas sociais manicomiais e violadoras da liberdade

“A Reforma Psiquiátrica é um processo que se inscreve numa dimensão ética, pois é também uma luta contra o estigma, a exclusão, a violência, a marginalização, e neste sentido propõe a convivência social na diversidade”. Este é um trecho do CFESS Manifesta alusivo ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado neste 18 de maio. O documento reafirma que a luta antimanicomial é parte da agenda política dos/as assistentes sociais no Brasil e que deve ser fundamentada em valores e práticas que levem, de fato, à superação das práticas sociais manicomiais e violadoras da autonomia e da liberdade emancipatória. “Fazemos um alerta para os recentes retrocessos nas garantias legais já consolidadas para a saúde mental, especialmente na recente política sobre drogas, com ações governamentais que teimam em implantar dispositivos de atenção psicossocial que burlam as prerrogativas da lei de saúde mental, designando recursos públicos para dispositivos que trazem claro direcionamento manicomial, incentivando internações em hospitais, em clínicas e ou até mesmo em comunidades ditas terapêuticas, num claro desrespeito aos direitos humanos”, destaca a conselheira do CFESS, Rosa Prédes. Segundo ela, há um perigoso movimento de interesses privados e mercadológicos, que apresentam as velhas formas de internação e reclusão como “salvação” para o sofrimento dos/as que convivem com os desdobramentos psíquicos e sociais causados pelo uso de substâncias psicoativas, mais conhecidas como “drogas”. “São iniciativas que podem parecer à sociedade como a solução para as ‘mazelas’ e ‘doenças’ sociais que atingiriam os/as que não conseguem se ‘adaptar’ aos benefícios que a sociedade do capital seria capaz de oferecer a todos/as. Estaríamos novamente em tempos de “naturalização” da limpeza social dos/as que incomodam a ordem estabelecida, justamente por explicitarem a dureza da vida de parte da população que não consegue prover suas necessidades com os recursos que a apropriação privada da riqueza insiste em desapropriar justamente dos que a produz”, afirma. 


Fonte: CFESS

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